sexta-feira, 19 de maio de 2017

Regimes Aduaneiros Especiais

Regimes Especiais Aduaneiros


RECOM: regime aduaneiro especial de importação de insumos destinados à industrialização por encomenda de veículos automóveis e tratores. Permite a importação, sem cobertura cambial, de chassis, carroçarias, peças, partes, componentes e acessórios, com suspensão do pagamento do imposto sobre produtos industrializados, da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação (BRASIL, 2009).
REPEX: regime aduaneiro especial de importação de petróleo bruto e seus derivados, que concede a suspensão do pagamento dos impostos federais, da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação, para posterior exportação, no mesmo estado em que foram importados (BRASIL, 2009).
REPORTO: regime tributário para incentivo à modernização e à ampliação da estrutura
portuária. Permite, na importação de máquinas, equipamentos, peças de reposição e outros bens, a suspensão do pagamento do imposto sobre importação, do imposto sobre produtos industrializados, da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação (BRASIL, 2009).

Entreposto aduaneiro na importação é aquele que permite a armazenagem de mercadoria estrangeira em recinto alfandegado de uso público, com suspensão do pagamento dos impostos federais, da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação, bem como de incidentes na importação (BRASIL, 2009).

Entreposto aduaneiro na exportação é aquele que permite a armazenagem de mercadoria destinada à exportação (BRASIL, 2009) em recinto público (modalidade de regime comum), permitindo a armazenagem de mercadorias com suspensão do pagamento dos impostos federais; ou em recinto privado (regime extraordinário), permitindo a armazenagem de mercadorias com direito à utilização dos benefícios fiscais previstos para incentivo à exportação antes do seu efetivo embarque para o exterior. Este regime especial é utilizado pela maioria das empresas comerciais exportadoras.

Zona Franca de Manaus: a entrada de mercadorias estrangeiras que são destinadas ao consumo interno, industrialização em qualquer grau, inclusive beneficiamento, agropecuária, pesca, instalação e operação de indústrias e serviços de qualquer natureza, bem como a estocagem para reexportação, está isenta dos impostos de importação e sobre produtos industrializados (BRASIL, 2009).
Áreas de Livre Comércio: tanto para importação quanto para exportação sob regime fiscal especial. São estabelecidas com a finalidade de promover o desenvolvimento de áreas fronteiriças específicas da Região Norte do país e de incrementar as relações bilaterais com os países vizinhos, segundo a política de integração latino-americana (BRASIL, 2009).
Zonas de Processamento de Exportação – ZPE: caracterizam-se como áreas de livre comércio de importação e de exportação destinadas à instalação de empresas voltadas para a produção de bens a serem comercializados no exterior, objetivando a redução de desequilíbrios regionais, o fortalecimento do balanço de pagamentos e a promoção da difusão tecnológica e do desenvolvimento econômico e social do país. As importações efetuadas por empresa autorizada a operar em zonas de processamento de exportação serão realizadas com suspensão do pagamento do imposto de importação, do imposto sobre produtos industrializados, da COFINS-Importação, da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e do adicional ao frete para renovação da marinha mercante (BRASIL, 2009; 2007).

Depósito Especial permite a estocagem de partes, peças, componentes e materiais de reposição ou manutenção, com suspensão do pagamento dos impostos federais, da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação, para veículos, máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos, estrangeiros, nacionalizados ou não, e nacionais em que tenham sido empregados partes, peças e componentes estrangeiros, nos casos definidos pelo Ministro de Estado da Fazenda (BRASIL, 2009).


Drawback é considerado um incentivo à exportação e pode ser aplicado nas seguintes modalidades (BRASIL, 2009, art. 383):
I- suspensão - permite a suspensão do pagamento do Imposto de Importação, do Imposto sobre Produtos Industrializados, da Contribuição para o PIS/PASEP, da COFINS, da Contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação, na importação, de forma combinada ou não com a aquisição no mercado interno, de mercadoria para emprego ou consumo na industrialização de produto a ser exportado.
II- isenção - permite a isenção do Imposto de Importação e a redução a zero do Imposto sobre Produtos Industrializados, da Contribuição para o PIS/PASEP, da COFINS, da Contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação, na importação, de forma combinada ou não, com a aquisição no mercado interno, de mercadoria equivalente à empregada ou consumida na industrialização de produto exportado.
III- restituição - permite a restituição, total ou parcial, dos tributos pagos na importação de mercadoria exportada após beneficiamento, ou utilizada na fabricação, complementação ou acondicionamento de outra exportada.

Note-se que os regimes de drawback de suspensão e de isenção passaram a ser designados como “drawback integrado suspensão” e como “drawback integrado isenção”, pois o benefício ficou estendido à aquisição de mercadorias no mercado interno.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

UC2 - Modelo Integrado de Negociação

Modelo Integrado de Negociação

Para que possamos chegar ao ganha/ganha é preciso que tenhamos uma compreensão de todos os fatores e aspectos necessários para o êxito de uma negociação. E isto é dado pelo MIN - Modelo Integrado de Negociação. Existem 5 pontos a serem considerados.

1- O próprio negociador com suas atitudes, crenças, valores, conhecimentos e habilidades

Para verificar como você anda com relação a este ponto procure responder às seguintes perguntas: Você sabe lutar pelo desejável de maneira realista sabendo diferenciar aquilo que, de fato, é importante em cada situação? Tem crenças positivas e um grande desejo de obter sucesso e de realizar? Tem conhecimento dos fatores necessários para o êxito em uma negociação? Procura desenvolver suas habilidades, quase que de modo semelhante a um atleta que esta sempre treinando para, não apenas manter sua forma, mas também, para se aperfeiçoar? Tem sensibilidade para perceber prontamente que os procedimentos que está adotando não estão adequados? Tem flexibilidade para a encontrar outros caminhos quando o caminho que você está seguindo não está conduzindo aos resultados que você deseja?

2 - Processo de negociação

Quer as pessoas queiram ou não, toda negociação é um processo. Importa em aspectos tais como etapas, estratégias, táticas, superação de impasses e a forma de se efetuar concessões. Ter a consciência de que negociação é um processo é fundamental. Existem três etapas deste processo que normalmente se constituem em pontos fracos de muitos negociadores, que são a preparação, ou seja, o dever de casa, a exploração, que é a coleta de informações, para que se possa fazer uma apresentação de acordo com os interesses, necessidades e desejos do outro lado e o controle e avaliação, que é o que se sucede após o acordo. Na verdade, é aqui que poderemos saber o que vai ser efetivamente implementado e se o se o acordo foi bem ou mal formulado. De nada adianta um acordo que, quando foi assinado se constituía num verdadeiro ganha/ganha, mas que na sua implementação, por má fé ou incompetência, acaba se transformando num ganha/perde ou, mesmo, num autêntico perde/perde.

3 - O conhecimento do assunto, objeto da negociação

Este ponto é de extrema importância, pois negociação é o processo de alcançar objetivos através de um acordo e quem não conhece o assunto não sabe diferenciar um bom de um mau objetivo. Se comporta como alguém que toma um taxi numa cidade desconhecida. O motorista faz logo duas ou três perguntas e de acordo com as respostas, uma corrida que pode ser feita em 10 ou 15 minutos acaba demorando uma hora ou mais. Conhecer o assunto é básico para que se possam estabelecer objetivos, definir a margem de negociação, construir alternativas de ganho comum e estabelecer critérios objetivos que possam ser utilizados na definição do acordo. Pode envolver, entre outros, aspectos técnicos, econômicos, financeiros, sociais, administrativos, jurídicos, contabilidade de custos e matemática financeira. E é preciso ter muito cuidado com estes assuntos. Vejamos, por exemplo, a matemática financeira, onde os equívocos podem ser enormes. Quem se dá ao trabalho de verificar as formas de pagamento anunciadas em jornais fica estarrecido. Os juros, muitas vezes, ultrapassam a casa dos 70%, camuflados, em algumas oportunidades, sob a forma de prestações decrescentes.

4 - Os cenários da negociação

Toda negociação tem três cenários. O primeiro diz respeito ao local e às pessoas que estão diretamente envolvidas na negociação, ou seja, àqueles que estão buscando chegar a um acordo. É sempre necessário saber a autoridade da pessoa com quem se está negociando. Caso não se tenha esta preocupação pode-se perder muito tempo negociando com a pessoa errada ou se fazer concessões sem não obter nada em troca. O segundo cenário diz respeito ao que está por traz destes negociadores, tal como pessoas que consideram importantes ou tem como modelo, e pessoas que lhes dão os parâmetros a que devem se ater e definem seus limites de autoridade. A estas pessoas chamamos de eleitorado dos negociadores e saber quem é o eleitorado do outro negociador pode ser uma informação de grande valia. Inclui-se aqui, também, todo o apoio logístico necessário para que se efetue uma boa negociação, tal como uma sólida base de informações, de análise e de assessoria. Pode-se pensar em alguma coisa semelhante ao que acontece nas partidas de xadrez. Quando uma partida é suspensa, cada lado tem um conjunto de assessores que vai analisar o que ocorreu, prever quais os possíveis desdobramentos e oferecer sugestões. O terceiro cenário é o macro ambiente econômico, político, social e cultural. Nestes tempos de globalização, tem um peso bastante acentuado. Várias negociações já foram perdidas em função do desconhecimento da cultura de outro povos.

5 - Relacionamento Interpessoal

É uma outra área básica a ser considerada. A habilidade de relacionamento começa, na realidade, com a capacidade de separar as pessoas dos problemas que ocorrem na negociação. Isto quer dizer não transformar as dificuldades inerentes ao processo de negociação em algo pessoal contra a figura do outro negociador. Ou seja, uma batalha de vontades, um conflito de egos, em que o mais importante passa a ser ver as suas opiniões e posições prevalecerem, não importando a qualidade do acordo nem a contribuição efetiva que o outro lado pode oferecer no sentido de um desfecho que atenda aos interesses de ambas as partes. Esta área também diz respeito à capacidade de identificar estilos comportamentais dos negociadores, de negociar de forma apropriada ao estilo do outro e de saber trabalhar com os impasses e as frustrações que, eventualmente, possam ocorrer.

Conclusão

A negociação eficaz depende, portanto, de muita competência. Deve ser sempre lembrado que esta competência diz respeito não somente a aspectos da realidade externa dos negociadores, mas também e, sobretudo, de suas realidades internas, tal como seus processos de percepção, expectativas, emoções, temores, atitudes, crenças, valores e necessidades. Um negociador eficaz tem sempre presente que as pessoas se comportam de acordo com a realidade percebida, isto é com seus mapas mentais que são suas representações da realidade externa, ou seja, do território e, consequentemente, dos cenários da negociação. Portanto, negociar bem é, também, um processo de descoberta da experiência subjetiva própria e do outro negociador, e de seu território interno, pois este é o verdadeiro local em que a negociação acontece.

JOSÉ AUGUSTO WANDERLEY 
CONSULTOR EM LIDERANÇA E NEGOCIAÇÃO E AUTOR DO LIVRO NEGOCIAÇÃO TOTAL: ENCONTRANDO SOLUÇÕES, VENCENDO RESISTÊNCIAS, OBTENDO RESULTADOS. 


quinta-feira, 20 de abril de 2017

UC2 - Cargos do Setor de Compras

Descrição de Cargos dos Envolvidos em Compras


Chefe de Compras

Estudar e analisar as solicitações de compra de matérias-primas, máquinas e equipamentos em geral; inteirar-se das necessidades e detalhes técnicos exigidos pelos requisitantes; coordenar pesquisa de fornecedores e coleta de preços; organizar concorrências e estudar seus resultados, optando pelo que melhores condições oferecer; manter contato com fornecedores; solicitar testes de qualidade das matérias-primas adquiridas; assessorar as várias seções com informações e soluções técnicas; controlar prazos de entrega; elaborar previsões periodicamente de compras; examinar cadastro geral de fornecedores; manter contatos com setores de produção; elaborar relatórios e estatísticas de controle geral.

Comprador de materiais diversos

Efetuar e acompanhar pequenas compras de materiais sob supervisão da chefia da seção; classificar e analisar requisições de compras remetidas por outros setores; pesquisar cadastro de fornecedores e efetuar coleta de preços; estudar preços e qualidades, optando pelo que obter melhores condições; efetuar as compras e controlar a entrega dos materiais; manter arquivo de catálogos e fornecedores.

Comprador técnico

Efetuar compras de materiais especiais de produção mediante a supervisão e orientação da chefia; classificar e analisar as solicitações de compra; estudar e analisar necessidades técnicas; pesquisar cadastro de fornecedores; preparar concorrência; analisar informações recebidas e informar à chefia as melhores condições; manter e atualizar cadastro geral de fornecedores; assessorar as várias seções com informações técnicas; acompanhar e controlar a entrega dos materiais.

Comprador de matéria-prima

Efetuar compras de matérias-primas utilizadas em uma ou várias unidades fabris, sob supervisão da chefia da seção; classificar e analisar solicitações de compra remetidas por outros setores; pesquisar cadastro de fornecedores; consultar em publicações específicas as cotações dos produtos; organizar pequenas concorrências; analisar as informações e opinar sobre as melhores ofertas; providenciar as compras e acompanhar as entregas das mesmas.

Auxiliar de Compras

Controlar o recebimento de solicitações de compras e efetuar a conferência dos valores anotados; pesquisar arquivo de publicações técnicas; elaborar relações de fornecedores para cada material, emitir pedidos de compra; controlar arquivo de catálogos e documentos referentes às compras efetuadas.

Acompanhador de Compras (follow-up)

Acompanhar, documentar e fiscalizar as encomendas realizadas em observância aos respectivos prazos de entrega; informar ao comprador o resultado do acompanhamento; efetuar cancelamentos, modificações e pequenas compras conforme determinação da chefia.




quarta-feira, 19 de abril de 2017

UC2 - Estudo de Casos SCM


Tema 1: Grupo Martins – O maior distribuidor atacadista da América Latina


Sede: Uberlândia, em Minas Gerais
Faturamento: 2,7 bilhões de reais
Centros de Distribuição (CD): 39
Frota: 1100 caminhões
Clientes: 200.000 clientes, distribuídos nos 5.560 municípios do Brasil entre Oiapoque, no
extremo norte do Brasil, e Chuí, na ponta sul
Pedidos: 3,5 milhões de pedidos recebidos por ano pela empresa
Número de itens (variedade): 14000 itens
Número de Vendedores: 5000

Para que as encomendas alcancem seu destino no prazo, que nunca é maior que 11 dias,
por mais remota que seja a região, o Grupo Martins executa uma operação de guerra. Assim
que o pedido é fechado, seus computadores entram em ação para localizar o produto,
retirá-lo das centrais de armazenagem, levá-lo para um dos 39 centros de distribuição e,
enfim, colocá-lo no caminhão. Ao mesmo tempo, sistemas matemáticos ajudam a definir as
melhores rotas até o destino final, indicando as estradas precárias que devem ser evitadas.
O negócio do Grupo Martins é... Qual será o negócio do Grupo Martins?
No caso do Grupo Martins, chegar a esse grau de precisão é vital. Nos últimos 20 anos,
a empresa vem investindo sistematicamente na melhoria de seus processos logísticos. A
entrega de mercadorias, antes vista como custo, tornou-se uma nova fonte de lucros. “Não
basta mais apenas vender, é preciso descobrir um jeito de levar a mercadoria até o cliente
gastando o mínimo possível, sem comprometer a qualidade do produto.
Os vendedores usam handhelds, modernos e diminutos computadores de mão que enviam as encomendas virtualmente.
É a tecnologia que permite que o Grupo Martins seja uma das raríssimas empresas brasileiras
a chegar a todos (sim, todos) os 5 560 municípios do país. Como historicamente os
governos demonstram incapacidade para recuperar a malha rodoviária, a empresa decidiu
realizar um mapeamento completo das condições das estradas brasileiras. Todos os seus
cerca de 1 000 motoristas são obrigados a fornecer a uma central informações sobre cada
trecho percorrido. Essa central faz o cruzamento de dados, de forma que se estabeleça um
panorama preciso das rodovias. O levantamento ajuda a definir as melhores rotas, diminui
a chance de ocorrência de problemas mecânicos provocados pela precariedade do asfalto
(ou pela ausência dele) e indica os locais que devem ser evitados por falta de segurança.
Como resultado, os custos são reduzidos e a empresa consegue cumprir os prazos de
entrega.



Tema 2: Dell: Fabricante de PC’s


Instalada em Porto Alegre, a empresa aplicou no Brasil sua fórmula já consagrada nos Estados
Unidos: a venda de computadores diretamente de seu site ou pelos call centers. Com
isso, eliminou de sua cadeia de logística distribuidores e revendedores. Além disso, a Dell
terceirizou todo o suprimento dos componentes e até a montagem de equipamentos para
ganhar agilidade no processo de fabricação do produto.
Para vencer seus rivais que oferecem preços baixos, a empresa precisa ter uma cadeia
de suprimentos enxuta, capaz de fazer seus computadores chegarem aos consumidores
em poucos dias. Em vez de montar equipamentos de acordo com estimativas de vendas
e deixar que outras companhias comercializem os produtos, a Dell vende diretamente de
seu site e call centers e só depois fabrica o produto conforme o ritmo real de encomendas.
Com essa tática, retirou distribuidores e revendedores de sua cadeia de suprimentos – o
que lhe garantiu uma excepcional vantagem competitiva durante muitos anos.


Tema 3: Procter & Gamble


O fabricante líder de bens de consumo nos Estados Unidos.
Procter & Gamble é uma empresa que reúne um enorme conglomerado de subempresas,
produzindo alimentos, produtos de higiene e limpeza, dentre outros produtos. Em 2005
comprou a Gillette. Emprega atualmente pouco mais de 100.000 funcionários ao redor
do mundo.
A empresa descobriu que, embora a demanda continuasse estável, os pedidos da fralda
Pampers flutuavam muito. A explicação era simples. Por causa de variações sazonais, as
projeções de varejistas e atacadistas eram exageradas. A empresa aumentava a produção e
ficava com estoques em excesso. A P&G resolveu o problema ao monitorar melhor o fluxo
de informações com seus parceiros.


Tema 4: Wal-Mart – Maior rede varejista do mundo


Em termos de complexidade, a operação da Wal-Mart, a maior rede de varejo do planeta,
provavelmente não encontra rivais em nenhuma outra empresa. Com seus mais de 70000
fornecedores e 6660 lojas, manter as gôndolas bem abastecidas é um tremendo desafio
de logística. No Brasil, algumas das inovações mexeram com o mercado. Uma delas foi a
introdução do agendamento para a entrega de cargas. A Wal-Mart define um horário no
qual o fornecedor tem preferência para descarregar. Com isso, ganha agilidade de armazenamento.
Na outra ponta, o fornecedor fica com o caminhão menos tempo parado. Essa
tática tem impacto direto no custo do frete. Um caminhão que não pega fila para descarregar
tem um custo por tonelada de 75 reais para um frete de 300 quilômetros. Quando
o tempo de espera é de um dia e meio, o valor chega a 250 reais. Outra inovação logística
desenvolvida pela Wal-Mart é o sistema “retail link”, uma plataforma de informações que
processa nos Estados Unidos todas as vendas da rede no mundo. Com uma senha, os
fornecedores podem ter acesso a dados que indicam o desempenho de seus produtos em
cada uma das lojas da Wal-Mart em qualquer lugar do planeta. Com base nesses números,
é possível reduzir ou aumentar o fornecimento de mercadorias para uma determinada região
– e, se necessário, reestruturar completamente a operação. A Wal-Mart é conhecida
por puxar para baixo os preços dos produtos expostos nas gôndolas, aspecto que tornou
o fundador da companhia, Sam Walton, um mito na história do capitalismo. A estratégia de
preços baixos, porém, não seria possível sem os enormes investimentos feitos em tecnologia
logística.



Tema 5: A logística da Zara como um diferencial competitivo


Os estilistas da espanhola Zara, fabricante e rede de varejo de roupas que rapidamente está se
tornando uma marca de moda globalizada, descobriram um jeito de lançar coleções numa
velocidade maior do que a da maioria de seus concorrentes. Mais da metade da produção da
empresa é confeccionada na sede de La Coruña, na Espanha. A fabricação é própria ou fica a
cargo de pequenos parceiros instalados nos arredores da unidade. As roupas são feitas em
pequenos lotes e distribuídas por caminhão para entrega na Europa ou por avião para as lojas
que a rede possui mundo afora, inclusive no Brasil. Ao contratar pequenos fornecedores que
atuam vizinhos à fábrica-mãe, a Zara ganhou um tempo precioso – e tempo é quase tudo numa
economia viciada em velocidade. Enquanto uma empresa que produz roupas na Ásia leva até
nove meses para colocar um novo modelo nas lojas, a Zara faz isso em pouco mais de um mês.
O efeito desse processo é visível. Como a rede evita a produção em massa, a renovação dos
modelos é intensa. Para o consumidor, a impressão que fica (uma expressão da verdade, por
sinal) é a de uma marca vibrante, com energia suficiente para apresentar novidades não a cada
verão ou inverno – mas sempre.
A estratégia só funciona graças à eficiência logística da Zara, que permite que um vestido
fabricado em La Coruña apareça poucas semanas depois na vitrine de uma loja como a do
Morumbi Shopping, na zona sul de São Paulo.


sábado, 15 de abril de 2017

UC2 - Incoterms


Incoterms – Glossário dos termos utilizados


EXW: Ex Works. Na origem.

Significa que o vendedor entrega as mercadorias quando ele as coloca à disposição
do comprador, em sua propriedade ou outro local nomeado (isto é, estabelecimento,
fábrica, armazém, etc.), não desembaraçadas para exportação e não embarcadas em
qualquer veículo coletor. O comprador deve arcar com todos os custos e riscos envolvidos
em aceitar as mercadorias na propriedade do vendedor.

FCA: Free Carrier. Livre no transportador.

Significa que o vendedor entrega as mercadorias, desembaraçadas para exportação,
ao transportador designado pelo comprador, no local nomeado. Este termo pode ser
utilizado sem restrição do modo de transporte, incluindo transporte multimodal.

FAS: Free alongside ship. Livre ao lado do navio.

Significa que o vendedor entrega as mercadorias, quando elas estão colocadas ao
lado do navio no porto de embarque nomeado. O comprador então tem de arcar com
todos os custos e riscos de perda ou dano às mercadorias a partir daquele momento.
Este termo pode ser usado apenas para transporte marítimo ou hidroviário interior.

FOB: Free on board. Livre a bordo.

Significa que o vendedor entrega as mercadorias quando elas transpõem a amurada
do navio no porto de embarque nomeado, incluindo desembaraço para exportação.
Este termo pode ser usado apenas para transporte marítimo ou hidroviário interior.
Se as partes não pretenderem entregar as mercadorias ultrapassada a amurada do
navio, o termo FCA deve ser usado.

CFR: Cost and freight. Custo e frete.

Significa que o vendedor entrega as mercadorias quando elas transpõem a amurada
do navio no porto de embarque e arca com os custos do frete relativo ao transporte
até o porto de destino mas, fica a cargo do comprador o risco de perda ou dano às
mercadorias após o momento da entrega pelo vendedor. Este termo pode ser usado
apenas para transporte marítimo ou hidroviário interior.

CIF: Cost, insurance and freight. Custo, seguro e frete.

Significa que o vendedor entrega as mercadorias quando elas transpõem a amurada
do navio no porto de embarque e arca com os custos do frete relativo ao transporte
até o porto de destino, além de obter um seguro marítimo contra o risco de perda ou
dano às mercadorias durante o transporte. Este termo pode ser usado apenas para
transporte marítimo ou hidroviário interior.

CPT: Carriage paid to. Transporte pago até.

Significa que o vendedor entrega as mercadorias ao transportador designado por ele
mas o vendedor deve, além disto, pagar o custo do transporte necessário para levar
as mercadorias para o destino nomeado. Este termo pode ser usado sem restrição do
modo de transporte, incluindo o transporte multimodal.

CIP: Carriage and insurance paid to.

Transporte e seguro pagos até. Significa que o vendedor entrega as mercadorias ao
transportador designado por ele, mas o vendedor deve também pagar o custo de
transporte necessário para levar as mercadorias até o destino nomeado além de contratar
seguro de transporte até esse ponto. Este termo pode ser usado sem restrição
do modo de transporte, incluindo o transporte multimodal.

DAF: Delivered at frontier. Entregue na fronteira.

Significa que o vendedor entrega as mercadorias quando elas são colocadas à disposição
do comprador, no meio de transporte chegado não desembarcado, desembaraçado
para exportação, mas não desembaraçado para importação, no ponto e local
nomeado na fronteira, mas antes da divisa alfandegária do pais adjacente. O termo
fronteira pode ser usado para qualquer fronteira, incluindo aquela do país da exportação.
Portanto, é de vital importância que a fronteira em questão seja definida precisamente,
sempre nomeando o ponto e o local no termo. Este termo pode ser usado
sem restrição ao modo de transporte quando as mercadorias devem ser entregues
numa fronteira terrestre.

DES: Delivered ex ship. Entregue no navio.

Significa que o vendedor entrega as mercadorias quando elas são colocadas à disposição
do comprador a bordo do navio, não desembaraçadas para importação no porto
de destino nomeado. O vendedor arca com todos os custos de transporte e riscos
antes do desembarque. Este termo pode ser usado apenas quando as mercadorias
devem ser entregues por transporte marítimo ou hidroviário interior ou multimodal
em um navio no porto de destino.

DEQ: Delivered ex quay. Entregue no cais.

Significa que o vendedor entrega as mercadorias quando elas são colocadas à disposição
do comprador, não desembaraçadas para importação no cais (atracadouro)
no porto de destino nomeado. O vendedor deve arcar com custo e riscos envolvidos
para levar as mercadorias ao porto de destino nomeado e desembarcar as mercadorias
no cais. O termo DEQ exige do comprador desembaraçar as mercadorias para
importação e pagar por todas as formalidades direito, impostos e outras despesas
sobre a importação. Esta é uma inversão da versão anterior do INCOTERMS, que exigia
do vendedor providenciar o desembaraço para importação. Este termo pode ser
usado apenas quando as mercadorias devem ser entregues por transporte marítimo
ou hidroviário interior ou multimodal em um navio no porto de destino.

DDU: Delivered duty unpaid. Entregue com direitos não pagos.

Significa que o vendedor entrega as mercadorias ao comprador, não desembaraçadas
para importação, e não desembarcadas de qualquer meio de transporte chegado ao
local de destino nomeado. O vendedor deve arcar com os custos e riscos envolvidos
para levar as mercadorias a esse lugar, diferentes, onde aplicável, de qualquer “direito”
(cujo termo inclui a responsabilidade e os riscos pela execução de formalidades
alfandegárias, e o pagamento de formalidades, direitos alfandegários, impostos e outras
despesas) para importação no país de destino. Tal “direito” deve ser suportado
pelo comprador bem como quaisquer custos e riscos causados pela sua falha em
desembaraçar as mercadorias para importação em tempo. Todavia, se as partes desejarem
que o vendedor execute as formalidade alfandegárias e arque com os custos e
risco resultantes disso, bem como alguns dos custos pagáveis na importação das mercadorias,
isto deve ficar claro pela adição de expressão explícita para este efeito no
contrato de venda. Este termo pode ser usado sem restrição ao modo de transporte,
mas quando a entrega deve ter lugar no porto de destino a bordo do navio ou no cais
(atracadouro), os termos DES ou DEQ devem ser usados.

DDP: Delivered duty paid. Entregue com direitos pagos.

Significa que o vendedor entrega as mercadorias ao comprador, desembaraçadas
para importação, e não desembarcadas de qualquer meio de transporte chegado no
local de destino nomeado.

UC2 - Seleção de Fornecedores



Analisar critérios de seleção de fornecedores


• Sua equipe é responsável pela área de Compras de uma empresa, cada equipe
irá analisar uma das empresas abaixo relacionadas e propor para o caso apresentado
quais os critérios que utilizaria para a seleção de fornecedores para os
produtos solicitados.

• Ao final do exercício, cada equipe irá apresentar o resultado de sua análise para
discussão.

• EMPRESAS RELACIONADAS

EMPRESA – 1: Industrial, fabricante de tintas.
EMPRESA – 2: Serviços, fornece serviços de web designer.
EMPRESA – 3: Comercial, comercializa produtos eletrônicos de consumo numa
loja física.
EMPRESA – 4: Agrobusiness, fazenda de plantação de soja para exportação.

EMPRESA - 5: Transportadora, especialista em transporte de grãos para o porto

CRITÉRIOS A SEREM UTILIZADOS

(a) Qualidade
(b) Preço
(c) Capacidade de produção do fornecedor
(d) Capacidade de engenharia do fornecedor
(e) Saúde financeira do fornecedor
(f) Gestão ambiental do fornecedor
(g) Gestão de Recursos Humanos
(h) Prazo de atendimento
(i) Equipe de vendas local
(j) Serviço de compra por internet
(k) Principais clientes do fornecedor
(l) Outros: indicar qual(is)

Analise cada situação de compra e identifique quais itens devem ser
utilizados e em qual ordem de prioridade.

Exemplo

Vamos supor que foi dada a seguinte classificação para um item de compra: 1(a), 2(d),
3(g), 4(l): assistência técnica.
No exemplo dado, temos 4 critérios selecionados. O primeiro é o item (a) da tabela, o
segundo em prioridade é o item (d), o terceiro em prioridade é o item (g) e o quarto
na prioridade é o item (l). Neste caso, como foi incluído um novo critério, é necessário
discriminá-lo: assistência técnica

EMPRESA – 1: Solicitações de Compra Encaminhadas

• Compra de papel A4–sulfite para impressora da Administração.
• Compra de Produtos químicos importados (insumos) solicitados pelo planejamento
de produção.
• Serviço de manutenção da máquina misturadora (alto valor e crítica para produção),
solicitado pelo depto de manutenção.
• Latas de tinta com volumes que são padrão no mercado e sem impressão.

EMPRESA – 2: Solicitações de Compra Encaminhadas

• Manutenção de rede de computadores da empresa.
• Softwares específicos de desenvolvimento.
• Copos de plástico de café e de água.
• Computador para ser usado como Servidor de rede

EMPRESA – 3: Solicitações de Compra Encaminhadas

• Comprar TV’s, produtos de áudio e celulares.
• Plano de saúde para os funcionários.
• Canetas bic e blocos para os vendedores.
• Cartazes promocionais para a loja.

EMPRESA – 4: Solicitações de Compra Encaminhadas

• Compra de sementes de soja transgênicas.
• Compra de equipamentos de segurança para trabalhadores (botas, luvas, etc.).
• Compra de colheitadeira de soja (equipamento de alto valor).
• Compra de serviço de cotação internacional de mercadorias e informações meteo
rológicas

EMPRESA – 5: Solicitações de Compra Encaminhadas

• Compra de pneus 295 x 22,5 da marca Continental para carretas.
• Compra de uma impressora para emissão dos CT-E.
• Compra de 40 Bitrens de 57 ton. - cavalo 6x2
.
• Compra de material de limpeza geral.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

UC2 - Processos, Atividades e Funções


Exercício UC2: Processos, Atividades, Funções

 


Atividade em Subgrupos



• Relacionar os Processos relativos à Logística de entrada (Inbound) com as atividades e estas com as funções.




Tempo estimado p/ resolver: 15min

Tempo estimado apresentação/equipe: 5min


A. Aquisição
B. Adm. Materiais
C. Adm. Física
Armazenagem
Recebimento
Planejamento de materiais
Avaliação de fornecedores
Negociação de fornecedores
Movimentação de materiais
Materiais faltantes
Controle de estoque
Controle do armazém
Seleção de fornecedores
Qualidade dos materiais
Colocar pedidos
Qualificar fornecedor
Classificação de materiais
Inspeção de materiais
Cadastro de fornecedores
Importação
Compras locais
Separar materiais estoque
1. Comprador: Procurement
2. Planejador ou analista
3. Analista de estoque
4. Operador de empilhadeira
5. Auxiliar de depósito
6. Separador
7. Estoquista
8. Conferente
9. Analista Tecnologia (TI)
10. Comprador: Importados
11. Comprador: Locais
12. Analista Qualidade



terça-feira, 11 de abril de 2017

UC1 - Indicadores de Desempenho


Atividade em grupos (30 minutos)


Você é o gerente da área de recebimento de um grande distribuidor de cosméticos e trimestralmente apura os indicadores de performance. A tabela no anexo mostra a apuração do último período, as metas acordadas com os diretores e também traz o resultado da pesquisa publicada pela associação dos distribuidores de cosméticos feita nas principais empresas do mercado (concorrentes).


1.Qual o índice de desempenho trimestral do recebimento? Calcule o valor de cada indicador e o índice geral de performance.


2.Que ações devemos priorizar para garantir a competitividade?

Apresentação em plenária para discussão: 10 min/subgrupo (estimado)

UC1 - Logística e Cadeia de Suprimentos


Definição de logística e da cadeia de suprimentos


Logística é uma das áreas da gestão organizacional, a parte da administração que cuida:
  • Do fornecimento de recursos materiais (máquinas, equipamentos, ferramentas e insumos) para a produção e a operação.
  • Da coleta e do fornecimento de informações referentes ao sistema produtivo e operacional.
  • Da produção, isto é, da fabricação de bens de consumo e de insumos para outras indústrias.
  • Das operações de armazenamento.
  • Das operações de transporte.
Resumindo, a logística é a parte da administração que cuida da produção, do armazenamento e do transporte. a logística cuida da atividade-fim das empresas e se encarrega de produzir e entregar o que é vendido.
  • Na logística industrial, a armazenagem é dividida em três tipos:
  • De insumos ou matérias-primas.
  • De produtos ou partes de produtos em processo de fabricação.
  • De produtos acabados, prontos para serem vendidos.
Na logística comercial nada se fabrica. os produtos são comprados prontos e depois são revendidos no mesmo estado.
Na prestação de serviços a logística é chamada de operação e é a própria prestação do serviço adquirido, como um corte de cabelo, a lavagem de um veículo, a ministração de aulas em uma escola, o conduzir passageiros em um ônibus, etc.

São atribuições da logística em relação à atividade-fim de uma organização:


  • administrar recursos materiais.
  • administrar os recursos financeiros.
  • administrar a alocação das pessoas em atividades de mão de obra e de supervisão.
  • comprar máquinas, equipamentos, ferramentas e insumos.
  • contratar serviços terceirizados.
  • negociar parcerias.
  • armazenar insumos, produtos em processo e produtos acabados.
  • planejar e executar a produção e a operação.
  • transportar e distribuir produtos.
  • monitorar a produção e a operação.
  • gerenciar informações.
Desde o advento dos computadores, em especial a partir do fenômeno da reengenharia, a logística tem se beneficiado do uso de inúmeros sistemas de informação que lhe proporcionaram um grande impulso em seu alcance e importância no mundo dos negócios.

Os principais sistemas utilizados hoje pela logística são:


• WMS, Warehouse Management System – Sistema de Automação e Gerenciamento de Depósitos, Armazéns e Linhas de Produção. O WMS gerencia os estoques e melhora o uso dos espaços nos armazéns.

• TMS, Transportation Management System – Sistema de Gerenciamento de Transportes. O TMS
gerencia o processo de distribuição, isto é, o transporte de mercadorias.

• ERP, Enterprise Resource Planning – Sistema Integrado de Gestão Empresarial. O ERP integra
dados e processos em um só sistema.

• O MRP, Material Requirement Planning – Planejamento das Necessidades de Materiais. O MRP gerencia os materiais necessários ao processo produtivo fornecendo informações para o departamento de compras.

Cadeia de suprimentos


Conhecida também pela expressão Supply Chain, em língua inglesa, a cadeia de suprimentos é um conjunto de organizações independentes, porém conectadas como os elos de uma corrente, interdependentes. Trabalham em conjunto em um fluxo direcionado para suprir, dentro do processo produtivo, as demandas geradas pelos clientes.
A cadeia de suprimentos é o conjunto de fornecedores que alimentam o processo produtivo, que vai desde a matéria-prima básica, do setor primário, até o produto acabado entregue ao consumidor. Não só materiais fluem pela cadeia de suprimentos, mas também as informações relacionadas.

Exemplos de uma cadeia de suprimentos:


  • No setor primário (extração mineral), a Vale do Rio Doce extrai minério de ferro do solo.
  • No setor secundário (indústria de transformação), a indústria siderúrgica Cosipa derrete o minério de ferro, elimina as impurezas, adiciona o carbono e fabrica o aço.
  • Ainda no setor secundário, uma indústria de ferramentas de metal compra o aço e fabrica alicates.
  • No setor terciário (comércio) um varejista adquire os alicates e os revende aos consumidores finais.
Dentro deste fluxo, desde a extração mineral até o produto nas mãos do consumidor, além das quatro etapas relacionadas também tivemos, entre cada uma delas, operações de armazenamento e de transporte:

1. O minério de ferro é extraído do solo, transportado e armazenado.

2. O minério de ferro armazenado é transportado para a siderúrgica e armazenado.

3. O minério de ferro armazenado na siderúrgica sai do depósito e vai para os fornos e para o processamento industrial até ser transformado em aço, para que esse aço seja então armazenado
como produto acabado.

4. O aço sai do armazém e é transportado para a indústria de ferramentas, que ao recebê-lo, o
armazena.

5. Para produzir os alicates o aço sai do armazém e vai para a linha de produção onde são feitos os alicates. Estes, quando prontos, são embalados e vão para o armazém de produtos acabados. Desse depósito são retirados e transportados para o varejista que os comprou para revender e novamente armazenados à espera do consumidor final que irá comprá-los.

7. Finalmente, quando o cliente compra, por exemplo, pela internet, os alicates saem do armazém
do varejista e são transportados até o endereço do consumidor final.

Estas operações intermediárias e sucessivas de armazenamento e transporte tanto podem ser próprias, como podem ser terceirizadas. Sabemos que existem milhares de empresas cuja atividade-fim é armazenar para terceiros ou transportar para terceiros.
As empresas participantes de uma cadeia de suprimentos, quando corretamente comprometidas
com as necessidades dos consumidores, se preocupam em produzir com qualidade, de forma eficiente (rápida e com baixo custo), em entregar nos prazos solicitados de forma a aumentar o valor percebido pelo consumidor ao adquirir o produto final. Neste fluxo apresentado anteriormente fluíram materiais e informações. Na ordem inversa, de baixo para cima, fluem dinheiro e informações.

Finalizando, a cadeia de suprimentos lida com atividades de compra, movimentação interna, transporte, armazenamento, produção, embalagem, venda, informações e suporte a todas essas operações. Quanto mais eficiente for essa cadeia, maior será a satisfação dos clientes e o resultado para os fornecedores.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Código Marítimo Internacional de Produtos Perigosos

International Maritime Dangerous Goods


Símbolo: 
IMDG CODE
Título em Português: 
Código Marítimo Internacional de Produtos Perigosos

Propósito: 

Estabelecer as disposições para acondicionamento, embalagem, rotulagem, documentação, estiva etc, relativas as mercadorias perigosas embaladas, as quais os embarcadores e os transportadores deverão atender para que elas sejam aceitas para o trecho marítimo.

Situação Internacional: 

O atual Código IMDG, adotado pela Res. MSC.122(75), tornou-se obrigatório, à partir de Janeiro de 2004, por força de emenda ao Capítulo VII da Convenção SOLAS adotada pela Res. MSC.123(75).

O Código é revisto a cada dois anos, gerando um conjunto de emendas que entram em vigor dois anos após a sua adoção. Cada emenda recebe um número seqüencial, e, a este número seqüencial, são acrescentados os dois últimos algarismos do ano de sua adoção. Por exemplo, a emenda 34-08, foi a 34ª emenda ao Código; foi adotada no ano de 2008 e entrou em vigor em Janeiro do ano de 2010.

A emenda seguinte,  35-10, foi adotada no ano de 2010, e entrou em vigor dois anos depois de aprovada, em Janeiro de 2012.
As Resoluções que aprovaram as últimas emendas são:
MSC.205(81) - emenda 33-06, em vigor 01 de Janeiro de 2008;
MSC 262(84) - emenda 34-08, em vigor 01 de Janeiro de 2010; e
MSC 294(87) - emenda 35-10, em vigor 01 de Janeiro de 2012.

O Arquivo: "IMDG_consolidado_com_emd_Set2013.pdf", função "hash shalf78931fab65900c6c6e289d12e80e38ff23547da, o texto das Partes 1 a 5 do referido Código.

Situação no Brasil: 

O D.O.U: Nº 183 de 20/09/2013 (Seção 1, Pág. 42) publicou a Portaria: Nº 3/Sec-IMO, de 12/09/2013 dando publicidade ao texto em português consolidado do Código IMDG, Partes de 1 a 5, incluída a sua emenda 35-10 que entrou em vigor em 1º de Janeiro de 2012.
O Arquivo: "IMDG_consolidado_com_emd_Set2013.pdf", função "hash shal" f78931fab65900c6c6e289d12e80e38ff23547da, o texto das Partes 1 a 5 do referido Código.
Fonte: https://www.ccaimo.mar.mil.br/international-maritime-dangerous-goods

quarta-feira, 22 de março de 2017

UC1 - Código de Barras


Quais são as informações presentes nos códigos de barras?


GTIN é a sigla para Global Trade Item Number (Número Global de Item Comercial). 
Os códigos GTIN eram chamados antigamente de EAN , European Article Number (Número Europeu de Artigo).

GTIN é o número de identidade de produtos comerciais. É um código desenvolvido e controlado pela empresa GS1, antiga EAN /UCC . É atribuído a produtos que possam ser precificados, pedidos ou faturados em qualquer ponto da cadeia de suprimentos. 

GTIN é um termo genérico para descrever os códigos GTIN-8, GTIN-12, GTIN-13 ou GTIN-14. O número, à direita da sigla GTIN, identifica a quantidade de dígitos do código representado pelas barras. 

O GTIN-13 (antigo EAN -13) é o código de identificação de produtos em embalagens individuais para o consumidor. Trata-se do mais importante de todos. 

O GTIN-14 (antigo EAN -14) é o código de identificação de produtos em embalagens para venda no atacado (por exemplo, caixas de papelão contendo embalagens individuais).

UC1 - Exercício 04 Plano de Melhorias Distribuidora de Brinquedos

Estudo de Caso


Uma empresa distribuidora de brinquedos está enfrentando sérios problemas na operação do seu depósito. A área de armazenagem não é adequada, o prédio precisa de reformas e as estruturas porta paletes não tem nenhum tipo de identificação de endereçamento.

O recebimento e a expedição estão sub-dimensionados e quase todos os dias tem a necessidade de horas extras para atender os pedidos.

A área de vendas tem reclamado constantemente porque não consegue visualizar o estoque no momento do pedido e promete prazos de entregas que não são cumpridos ou mesmo vende produtos sem estoque.

Que sequência de ações você sugere para resolver o problema do distribuidor de brinquedos? Justifique sua resposta.

segunda-feira, 20 de março de 2017

UC1 - Exercício 03 Movimentação Interna



Equipamento de movimentação certo para a carga certa


Problematização:


Você foi contratado como almoxarife e será responsável por movimentar produtos acabados e matérias primas. Sua rotina será guardar e coletar esses materiais no almoxarifado com segurança e rapidez e, assim, evitar perdas e danos dos produtos, contribuindo para manter a boa qualidade e o bom nível de atendimento da empresa em que trabalha.

O almoxarifado possui uma área aberta e outra fechada. A parte fechada é pequena, com corredores estreitos.

Chegou uma carga para ser armazenada. São seis peletes com carga unitizada. Cada palete apresenta 1,2 t. de peso e altura de 1,50 m. Pela organização do almoxarifado, essa carga deve ficar no espaço fechado. E, de acordo com as informações da embalagem, o empilhamento não pode ultrapassar 4,00 m de altura.

A empresa possui três carrinhos manuais, duas paleteiras manuais, uma paleteira elétrica, duas empilhadeiras manuais, uma empilhadeira elétrica e uma empilhadeira a combustão.

Qual desses equipamentos deve ser utilizado?

UC1 - Exercício 02 Unitização de Cargas



Fazendo a Unitização da Carga


Problematização:




Você trabalha em um estoque de calçados e chega um pedido para expedir um palete com caixas de sapatos de forma unitizada.

Cada caixa de sapato possui 30 cm de comprimento, 20 cm de largura e 10 cm de altura. O palete que você vai utilizar é o PBR 1, que tem 1,20 m de comprimento, 1,00 m de largura e 0,15 m de altura.

A proposta, então, é descobrir a quantidade máxima de caixas que podem ser unitizadas nesse palete, considerando que o limite de empilhamento é 1,00 m de altura, para garantir a integridade das caixas de sapato. Não vamos considerar os 0,15 m de altura do palete. Isso quer dizer que, apesar de termos uma altura de 1,15 m do chão até o fim da pilha, o empilhamento sobre o palete será de 1,00 m.

Armazenagem - Conceitos Básicos sobre Ergonomia

Ergonomia


palavra é de origem grega; o termo ergon significa trabalho, e nomos corresponde a leis ou normas, portanto estamos nos referindo às normas que organizam o trabalho no qual existe interações entre os seres humanos e as máquinas. Essas normas têm como objetivo a segurança e a prevenção de acidentes. Pensar em ergonomia é adequar as ferramentas de trabalho aos seus operadores para que acidentes e lesões sejam evitados. Alguns exemplos de normas ergonômicas são:

  • Todo o trabalhador designado para o transporte manual regular de cargas, que não as leves, deve receber treinamento ou instruções satisfatórias quanto aos métodos de trabalho que deverá utilizar, com vista a salvaguardar sua saúde e prevenir acidentes.
  • Com vista a limitar ou facilitar o transporte manual de cargas, deverão ser usados meios técnicos apropriados.
  • O transporte de cargas feito por impulsão ou tração de vagonetes sobre trilhos, carros de mão ou qualquer outro aparelho mecânico deverão ser executados de maneira que o esforço físico realizado pelo trabalhador seja compatível com a sua capacidade de força e não comprometa sua saúde ou segurança.
  • O trabalho de levantamento de material feito com equipamento mecânico de ação manual deverá ser executado de forma que o esforço físico realizado pelo trabalhador seja compatível com a sua capacidade de força e não comprometa sua saúde ou segurança.


quinta-feira, 16 de março de 2017

Gestão de Análise de Cenários

Análise do Mercado Consumidor e da Concorrência


Avalie o cliente


É importante detalhar quem, como e por que está comprando um produto ou serviço. Essas questões permitirão delinear o perfil do cliente e entender os motivos pelos quais ele decide comprar.
Assim, é importante observar alguns fatores relacionados aos clientes, produtos ou serviços, como os abaixo:

Quem está comprando?


  • Geografia (onde os clientes moram?): país, região, estado, cidade, bairro etc. Qual é a temperatura da região onde vivem, etc.
  • Perfil (como são os clientes?): se forem pessoas, qual a idade, o gênero, a família, o nível educacional, a profissão, a renda e a religião? Se forem empresas, qual o setor, o tamanho, o número de colaboradores e o faturamento?
  • Estilo de vida (o que os clientes fazem?): a que assistem na TV, quais são as preferências nas férias, os gostos na alimentação etc.?
  • Personalidade (como os clientes agem?): são inovadores nas compras ou são mais conservadores, aguardando sempre a opinião de outros?

Como está comprando?


  • Produto ou serviço: qual a frequência de uso? Qual a habilidade ao usar? Para que usam?
  • Evidências físicas: que tipo de propaganda (rádio, TV, revista, cartaz)? Que tipo de promoções (venda em lojas, cupons)? Que tipo de marketing (endosso de celebridades)? Precisa de pós-venda (garantias, serviços de atendimento ao cliente ou centros de serviço)?
  • Preço e formas de pagamento: financiamento, opções de leasing, à vista, etc.?
  • Lugar: depósitos, lojas de departamento, boutiques, catálogos, internet, redes sociais etc.?

Por que está comprando?


  • O que o cliente está procurando?
  • O que considera importante?
  • O que o motiva?
  • Qual é sua percepção das coisas?
  • Como faz suas escolhas?

 

Verifique o mercado


Enxergar o mercado e todas as oportunidades e ameaças leva à busca do melhor posicionamento diante dos concorrentes. As questões relativas ao segmento de mercado são:
  • Qual é a participação de mercado (market-share) entre os principais concorrentes?
  • Qual é o potencial de mercado?
  • O mercado está bem atendido?
  • Quais são as oportunidades para o produto/serviço obter uma maior fatia de mercado?

Analise a concorrência


Conhecer os concorrentes faz toda a diferença para os negócios. Saber suas forças e fraquezas e entender como o mercado está reagindo ao que está acontecendo proporciona um lugar privilegiado para enxergar mais oportunidades, e não concorrer apenas por preço.
As questões relativas à concorrência são:

  • De que maneira o produto/serviço pode ser comparado ao do concorrente?
  • Qual é o diferencial do concorrente?
  • De que maneira ele está organizado?
  • Ele pode tomar decisões mais ágeis?
  • Ele responde rapidamente às mudanças de mercado?
  • Tem uma equipe gerencial eficiente?
  • A concorrência é líder ou seguidora no mercado?

Regimes Aduaneiros Especiais

Regimes Especiais Aduaneiros R ECOM : regime aduaneiro especial de importação de insumos destinados à industrialização por encomenda ...